domingo, 22 de janeiro de 2017

NÃO PERCA


Não perca a esperança.
            Há milhões de pessoas aguardando os recursos de que você já dispõe.
Não perca o bom humor.
            Em qualquer acesso de irritação, há sempre um suicidiozinho no campo de suas forças.
Não perca a tolerância.
            É muita gente a tolerar você naquilo que você ainda tem de indesejável.
Não perca a serenidade.
            O problema pode não ser assim tão difícil quanto você pensa.
Não perca a humildade.
            Além da planície, surge a montanha, e, depois da montanha, aparece o horizonte infinito.
Não perca o estudo.
            A própria morte é lição.
Não perca a oportunidade de servir aos semelhantes.
            Hoje ou amanhã, você precisará do concurso alheio.
Não perca tempo.
            Os dias voltam, mas os minutos são outros.
Não perca a paciência.
            Recorde a paciência inesgotável de Deus.


(Fonte desconhecida. Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

TOLERÂNCIA


Tolerância é caminho de paz.
Não julgues esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto, se aprendeste a ouvir, já sabes compreender.
Diante de criaturas que te enderecem qualquer agressão, conversa com naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor.
Perante qualquer ofensa, não percas o sorriso fraternal e articula alguma frase, capaz de devolver o ofensor à tranquilidade.
Nos empecilhos da existência, tolera os obstáculos sem rebeldia e eles se te farão facilmente removíveis.
No serviço profissional, suporta com paciência o colega difícil, e, aos poucos, em te observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará para melhor as próprias disposições.
Em família, tolera os parentes menos simpáticos e, com os teus exemplos de abnegação, conquistarás de todos eles a benção da simpatia.
No trânsito público, não passes recibo aos palavrões que alguém te dirija e evitará discussões de consequências imprevisíveis.
Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás todos os companheiros do mundo na condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.


(Do livro “PLANTÃO DE PAZ”, Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier)   

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

ENSEJO DE AVALIAÇÃO


            Quem de nós, caros amigos, poderia aquilatar com segurança a riqueza e o valor dos acontecimentos que se verificam no curto espaço de um minuto, no corpo e na alma de cada ser vivente, nas profundezas da Terra e no infinito dos céus?
            Limitados em nossas percepções pela relatividade universal em que nos inserimos, escapa-nos de todo a multidão de fenômenos que ocorrem nos universos numa fração de segundo. E, todavia, é no bojo abençoado e fecundo do tempo que existimos e realizamos a nossa evolução.
            Lógico, portanto, que nos detenhamos respeitosos em cada marco temporal do nosso caminho, para endereçar ao sólio do Altíssimo um pensamento de amor e gratidão, pelas bênçãos do tempo que a bondade divina nos concede.
            O início de um novo ano, em nosso calendário, representa a abertura de nova etapa de nossas experiências. Guarda, por isso, significação especial, pelo ensejo de avaliação do nosso aproveitamento, em face das oportunidades que o tesouro celeste nos outorga.
            Que, pois, em cada novo ano que começa, busquemos realizar em nós mesmos, tanto quanto possível, o reino de amor e de verdade que o Mestre nos anunciou.

(Do livro “AMAR E SERVIR”, André, Psicografia de Hernani Sant’anna)


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

NATAL E ANO NOVO



A época evocativa do Natal de Jesus sempre provoca recordações e atividades que estimulam a confraternização. São momentos em que a sociedade gera uma atmosfera mais leve e fraterna.
O episódio da manjedoura deve realmente representar o ensejo de que o Cristo nasça na intimidade e no ambiente dos lares. Este foi o propósito de Francisco de Assis ao encenar, pioneiramente, o contexto do nascimento de Jesus, nos idos de 1223: criar uma Belém nos lares.
A obra inaugural da Doutrina Espírita - O livro dos Espíritos -, reanuncia, como um dos seus fundamentos, os ensinos morais do Cristo e, em O evangelho segundo o espiritismo, Allan Kardec detalha, com os exemplos e parábolas de Jesus, a essência da sua mensagem, afirmando claramente: “As instruções que promanam dos Espíritos são verdadeiramente as vozes do Céu que vêm esclarecer os homens e convidá-los à prática do Evangelho”.
Tantas e tão importantes rememorações sugestivamente antecedem de poucos dias o ingresso no ano novo. O primeiro dia do ano, em nosso calendário, foi escolhido pela Organização das Nações Unidas, visando promover o dia da Confraternização Universal ou o dia da Paz, devendo ser, portanto, para todos os povos, tempo de recomeçar, criar projetos e expectativas de melhorias.
Anotou Emmanuel [livro “Vida e Caminho”]:
“Ano Novo é também oportunidade de aprender, trabalhar e servir. O tempo como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para necessária ascensão”.
Que o Natal do Cristo traga maiores contribuições que ensejem o nascimento ou renascimento de sua mensagem educadora e libertadora desde os albores do Ano Novo.


(Editorial da Revista “REFORMADOR”, Federação Espírita Brasileira – Deus, Cristo e Caridade. Ano 131. Nº 2.217. Dezembro 2013).

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

NO FUTURO

            “E não mais ensinará cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: – Conhece o Senhor! Porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.” Paulo (Hebreus, 8:11)

Quando o homem gravar na própria alma
Os parágrafos luminosos da Divina Lei,
O companheiro não repreenderá o companheiro,
O irmão não denunciará outro irmão.
O cárcere cerrará suas portas,
Os tribunais quedarão em silêncio.
Canhões serão convertidos em arados,
Homens de armas volverão à sementeira do solo.
O ódio será expulso do mundo,
As baionetas repousarão,
As máquinas não vomitarão chamas para o incêndio e para a morte,
Mas cuidarão pacificamente do progresso planetário.
A justiça será ultrapassada pelo amor.
Os filhos da fé não somente serão justos,
Mas bons, profundamente bons.
A prece constituir-se-á de alegria e louvor
E as casas de oração estarão consagradas ao trabalho sublime da fraternidade suprema.
A pregação da Lei
Viverá nos atos e pensamentos de todos,
Porque o Cordeiro de Deus
Terá transformado o coração de cada homem
Em tabernáculo de luz eterna,
Em que o seu Reino Divino
Resplandecerá para sempre.

(Do livro “PÃO NOSSO”, Emmanuel, Psicografia Francisco Cândido Xavier)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

CONSOLAI


Se eu pudesse, diria eternamente,
Aos flagelados e desiludidos,
Que sobre a Terra os grandes bens perdidos
São a posse da luz resplandecente.

A dor mais rude, a mágoa mais pungente,
Os soluços, os prantos, os gemidos,
Entre as almas são louros repartidos
Muito longe da Terra impenitente.

Oh! Se eu pudesse, iria em altos brados
Libertar corações escravizados
Sob o guante de enigmas profundos!

Mas, dizei-lhe, ó vós que estais na Terra,
Que a luz espiritual da dor encerra
A ventura imortal dos outros mundos!


(Do livro “PARNASO DE ALÉM-TÚMULO”, Antero de Quental, Psicografia Francisco Cândido Xavier)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

COLHER  E  GARGANTA


Imaginemos a língua como sendo a colher do sentimento.
Mentalizemos o ouvido por garganta da alma.
Tudo o que falamos é ingrediente para a digestão espiritual.
Bondade é pão invisível.
Gentileza é água pura.
Otimismo é reconstituinte.
Consolação é analgésico.
Esclarecimento construtivo é vitamina mental.
Paciência é antitóxico.
Perdão é cirurgia reajustante.
Queixa é vinagre.
Censura é pimenta.
Crueldade é veneno.
Calúnia é corrosivo.
Conversa inútil é excedente enfermiço.
Maledicência é comida deteriorada.
Falando, edificamos.
Falando, destruímos.
Falando, ferimos.
Falando, medicamos.
Falando, curamos.
Disse o Divino Mestre: “Bem-aventurados os pacificadores...”
Usemos para com os outros o alimento da paz a nós mesmos.
E, com a paz, conseguiremos possuir espaço e tempo terrestres, em dimensões maiores, para que aprendamos e possamos, realmente, servir.

(Do livro “O ESPÍRITO DA VERDADE”, Hilário Silva, Psicografia Francisco C. Xavier e Waldo Vieira)